sexta-feira, 9 de outubro de 2009

atrasado

sexta feira, 9 de outubro de 2009.

Por volta das 8:30, hoje, estava eu no caminho do estagio para mais um dia comum quando vejo algo no mínimo interessante: no muro de uma das casas da Av Presidente Vargas, a pichação com os dizeres "você já acordou hoje?"

Já tinha visto essa frase ali e já tinha achado estranha mas nunca havia me motivado a escrever sobre. Não sei quem escreveu aquilo ou o pq disso (teoria de engrenagem existencial: se não tivessem escrito eu não teria lido, meu dia não seria o mesmo, eu não estaria aqui escrevendo e por ai vai...) mas é algo q deve ser pensado. Vejo a frase como uma metáfora para a consciência e proponho aqui uma nova paranóia. Como deve ser não ter consciência? Será q temos total consciência do que está ao redor e de nossas próprias ações? Será que escolhemos por completo ou as situações nos escolhem? se for a segunda opção, onde fica o livre arbítrio?


Vejamos

# é simplista de mais dizer q uma pessoa é ruim e podre simplesmente pq é ruim e podre; a existência é mais complexa que isso.
# talvez nem se tenha como ser consciente de tudo o que nos cerca vai se chegar ao momento em que a situação nos guiar.
# claro que não é como um album do pink floyd, (o que talvez não fosse de todo ruim; psicodelia setentista é como o vento levando umam asa delta) em algum momento se toma uma escolha, em algum momento se é dono da situação, até pq se os outros modificam a minha existência eu faço o mesmo com a deles.
# viajando no campo dos extremos: como seria não ter nenhuma consciência e como seria ter total consciência?
# fazendo juízo de valor: qual dos dois casos acima é melhor?


já acordou hoje?

o tema será discutido e debatido pelas próximas postagens.

Um comentário:

malta disse...

Eu vejo este "acordar" como uma metáfora para "abrir os olhos e efetivamente VER".

Imediatamente me remete a uma frase que discordo inteiramente: "Queria viver na ignorância onde todos são felizes". Provavelmente o autor (que não lembro mais quem é e estou com preguiça de pesquisar na minha memória auxiliar, vulgo google) alude às questões que ora perturbam àqueles que procuram se informar, saber, entender tudo o que está à sua volta. Principalmente porque são tantas questões sem resposta. Já os "ignorantes" não se incomodam com essas "coisinhas". E, na visão do autor, isso seria o motivo de sua felicidade aparente.

Infelizmente vou para uma reunião e não conseguirei concluir o pensamento agora.

Depois eu volto e parabéns a todos pelo blog.